Sexta feira, 26 de novembro, 3 da manhã... Meu rosto no espelho do banheiro, água quente, vapor, espelho embaçado, personalidade oculta por trás de marcas, cicatrizes que o tempo não pode apagar. Hoje sou obrigada a olhar para todos com essa mascara, cara lavada, olhar frio, corpo mais frio ainda.
Procurando algo para me segurar, não escorregar, tem espuma no chão da minha vida, tem lagrimas nos meus olhos, tem incertezas na minha mente.
Gritos desesperados...
– Segure-me, salve-me, me leva contigo e me liberta do meu covil interior.
Segure a minha não, não solte, não solte, segure firme... Não me deixe, não estou sentindo os seus dedos, aperte, segure, não solte! Estou caindo, sinto sua mão escorregar, meu amor segure firme, não solte.
Ajude-me a entender o que faço aqui, mostre-me que a vida real não precisa ser monótona e incrédula.
6 da manhã, ainda não dormi, estou em conflito com a realidade, agora é uma questão de escolha, uma questão de princípios, um passo em falso e tudo vai por água abaixo!

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